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Hino à alegria na música de Beethoven
18ago2008 Categoria(s): Músicas Autor: advA música é capaz de reproduzir em sua forma real, a dor que dilacera a alma e o sorriso que inebria.” - Ludwig van Beethoven
Vejo que na nona sinfonia de Beethoven um “poder” de trazer sensações inefáveis de encantamento até mesmo para aquele que nunca teve oportunidade de ouvir grandes clássicos da música. Quando me perguntam qual minha música predileta eu não tenho dúvida, respondo logo: “Ode to joy da nona sinfonia de Beethoven”. - Não porque é a música que mais gosto, diante de tantos músicos e músicas é impossÃvel dizer qual a predileta das prediletas, mas escolho a nona sinfonia pelo que ela representa: uma ousadia de Beethoven em abraçar a alegria - talvez uma das mais ousadas.
Fazia tempo que Beethoven já não compunha, passava os dias se lamentando pela surdez que parecia vencer toda sua alegria de viver, aquilo que ele mais gostava de fazer estava sendo vencido pela surdez. Ao tomar conhecimento do poema “Ode to joy” (Ode à alegria) de Schiller - que junto com Goethe representaram o perÃodo mais fértil do romancismo alemão -, Beethoven ignorou a surdez e compôs a sua 9ª sinfonia, incluindo nela uma versão de sua autoria daquilo que ficou conhecido como o “Hino à alegria”.
Abaixo um pouco da nona sinfonia; o coral representa o Hino à alegria do Beethoven, cuja letra segue abaixo, deliciem-se =)
Oh amigos, mudemos de tom!
Entoemos algo mais agradável
E cheio de alegria!
Alegria, mais belo fulgor divino,
Filha de ElÃseo,
Ébrios de fogo entramos
Em teu santuário celeste!
Teus encantos unem novamente
O que o rigor da moda separou.
Todos os homens se irmanam
Onde pairar teu vôo suave.
A quem a boa sorte tenha favorecido
De ser amigo de um amigo,
Quem já conquistou uma doce companheira
Rejubile-se connosco!
Sim, também aquele que apenas uma alma,
possa chamar de sua sobre a Terra.
Mas quem nunca o tenha podido
Livre de seu pranto esta Aliança!
Alegria bebem todos os seres
No seio da Natureza:
Todos os bons, todos os maus,
Seguem seu rastro de rosas.
Ela nos dá beijos e as vinhas
Um amigo provado até a morte;
A volúpia foi concedida ao verme
E o Querubim está diante de Deus!
Alegres, como voam seus sóis
Através da esplêndida abóboda celeste
Sigam irmãos sua rota
Gozosos como o herói para a vitória.
Abracem-se milhões de seres!
Enviem este beijo para todo o mundo!
Irmãos! Sobre a abóboda estrelada
Deve morar o Pai Amado.
Vos prosternais, Multidões?
Mundo, pressentes ao Criador?
Buscais além da abóboda estrelada!
Sobre as estrelas Ele deve morar.
Marcos A.T. Silva
agosto 19th, 2008 at 4:30
É por essas e outras que Beethoven é meu compositor favorito.
Ele, apesar dos pesares, venceu todos os obstáculos e conseguiu compor verdadeiras jóias como a nona sinfonia.
É até engraçado pensarmos que muito do que ele compôs pode ouvir somente em sua mente. Grande cara, aquele. Pena que aquela filme “Minha amada imortal” meio que o transformou em um tresloucado.
Mas a imagem do homem e sua obra permanecem, isso não se pode negar. :)
Abraços!
adv
agosto 19th, 2008 at 10:56
@Marcos A.T. Silva: olá Marcos, eu não assisti o filme dele ainda, mas em geral, pessoas próximas que assistiram comumente tem a mesma opinião que a sua. Acho que esses filmes são um “perigo” para quem se satisfaz apenas com o “mostrado”, levando o telespectador a acreditar que realmente o “retratado” foi aquilo mesmo; o filme “Qdo Nietzsche chorou” é um bom exemplo recente também. Por outro lado, qdo tomamos o devido cuidado do “desconfiar” acho que se tornam até divertidos =)
Terramel
agosto 21st, 2008 at 6:35
Um mestre! Um gênio! Adoro Beethoven, mas minha obra preferida dele ainda é Sonata ao Luar ;)
E é claro que, apesar de adorar Beethoven, meu compositor preferido continua sendo o Villa-Lobos ;D
Meu compositor preferido de música erudita, claro. O meu preferido de todos é o mestre Freddie Mercury :D
Abraços
do Terrinha
Kátia Pinheiro
agosto 21st, 2008 at 10:11
@Terramel: aheuahuea, coincidência, qdo leio seu comentário estou a ouvir Radio Ga Ga! ;)
adv
agosto 21st, 2008 at 10:13
parece que o Freddie foi o último grande nome da música nos tempos atuais :/
Marcos A.T. Silva
agosto 21st, 2008 at 16:12
O Freddie realmente foi um grande cara. ;)
Agora, realmente, adv, Beethoven foi muito mais do que o tal filme mostrou. Aliás, foi interessante ver Beethoven retratado por Gary Oldman: acho que o ator foi a escolha ideal. O roteiro, entretanto, foi o que deixou a desejar.
Não foi passado para o público nem um milésimo da história do compositor. Um menino que tinha de acordar de madrugada sob gritos e tapas de um pai bêbado que o fazia sentar ao piano e tocar, pois queria transformá-lo em um “grande gênio”, como Mozart, e assim, digamos, “lucrar” com o “menino prodÃgio”.
Sua força, seu furor, seu “poder”, não foram muito propriamente apresentados. O filme se preocupou muito mais com uma suposição e com eventos “secundários” do que com a vida do compositor propriamente dita. Realmente lamentável.
Agora, a nona sinfonia é fantástica, mas a 6a, a “pastoral”, com aquele movimento “tempestuoso” (não me recordo se o terceiro ou o quarto), também é fenomenal. Este movimento foi até utilizado naquele desenho “Fantasia” (a primeira edição), da Disney.
Resumindo, o cara era simplesmente um MESTRE. :)
Grande abraço!
adv
agosto 21st, 2008 at 17:50
@Marcos A.T. Silva: a TV Cultura mostrou esses dias atrás um orquestra tocando a sexta, apresentaram muito bem; a nona tb já tocou, mas infelizmente eu pego o bonde andando toda vez… e o horário da tv cultura tb não ajuda hehe
Marcos A.T. Silva
agosto 22nd, 2008 at 15:49
Hehehehehe… Realmente não ajuda. :)
Já assisti a 5a e a 1a ao vivo, no Teatro Municipal, e foi literalmente “destruidor” (no bom sentido). Me senti nas nuvens. :)
Principalmente quando fui assistir à 5a. :)
Raphaela
agosto 26th, 2008 at 13:25
Eu amei muito esta música,
e,por ser violinista,
amo música clássica,
principalmente tocada por violino!!!!!!!!!!
bjos ao compositor desta bela música!!!!!!!!!!