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Versão Completa: Diabetes
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todd
Uma cirurgia no intestino é a nova arma na luta
contra a doença. A técnica ainda é experimental,
mas seus resultados são impressionantes

Karina Pastore

Em sete anos, o diabetes arruinou a saúde da funcionária pública Legínia Miranda. Com o organismo combalido pela doença, ela estava ficando cega. Sua pressão arterial, sempre alta, atingia por vezes inacreditáveis 22 por 16 (o normal é 12 por 8). Legínia vivia abatida por um cansaço permanente e uma depressão profunda. A moléstia lhe impingia uma rotina penosa – comprimidos antidiabéticos, injeções de insulina, dieta austeríssima. Mesmo assim, sua glicemia não baixava. Girava em torno dos 300 miligramas de glicose por decilitro de sangue, mas freqüentemente chegava a 520 (o normal é 100, no máximo). Em 2005, aos 54 anos e prestes a se aposentar por invalidez, Legínia concordou em passar por um tratamento ainda experimental contra o diabetes tipo 2. Às 7 da manhã de 5 de novembro, ela deu entrada no centro cirúrgico do Hospital de Especialidades, em Goiânia. Nove horas depois, a doença já dava sinais de arrefecimento. Sem nenhum medicamento, sua glicemia baixou para 160 – um patamar jamais alcançado nos anos precedentes. Legínia experimentou uma melhora que, em outros tempos, seria chamada de milagrosa. Hoje, sua pressão está normal e a glicemia gira em torno dos 70 miligramas de glicose por decilitro de sangue. Com a visão recuperada, ela não precisa mais de óculos – nem para ler. À mesa, apesar da dieta equilibrada, delicia-se sem medo com pudim de leite e quindim. Nada, porém, se compara à felicidade de acompanhar as estripulias de Ana Carolina, a neta de 1 ano e 2 meses. Legínia agora tem fôlego. "Eu nasci de novo", diz a funcionária pública.

Legínia é personagem de uma das mais arrojadas e fascinantes linhas de tratamento do diabetes tipo 2 – a intervenção cirúrgica. A operação para conter o diabetes é diferente de qualquer outra. Ela não se destina a trocar um órgão que funciona mal por outro em boas condições, como nos transplantes. Tampouco é feita para a implantação de um corpo estranho no organismo, de modo a fazê-lo trabalhar melhor. A cirurgia do diabetes combina simplicidade e engenhosidade. Os médicos estão conseguindo, com pequenas modificações na anatomia do intestino delgado, regular a produção de insulina no pâncreas e, com isso, restaurar as taxas de glicemia aos níveis normais. Em outras palavras, eles conseguem reverter o diabetes. A cirurgia é fruto de uma constatação nova e surpreendente: a de que o diabetes é uma disfunção cujas origens ultrapassam as fronteiras do pâncreas, o órgão produtor de insulina – hormônio responsável por retirar as moléculas de glicose da circulação sanguínea e levá-las para dentro das células, onde são transformadas em energia. O diabetes surge da falta ou da ineficiência da insulina, o que leva ao acúmulo de glicose no sangue. E o que é que o intestino delgado tem a ver com isso? Tudo.

Com 6,5 metros de comprimento e 4 centímetros de diâmetro, cheio de dobras e reentrâncias, o intestino delgado, além de promover a digestão e a absorção dos alimentos, funciona como uma espécie de fábrica de incretinas, a família de hormônios capaz de potencializar a secreção de insulina. Elas ajudam a baixar as taxas de glicose no sangue, sobretudo depois das refeições, quando esses níveis tendem a explodir. A descoberta do papel crucial das incretinas GIP e GLP-1 no controle do diabetes tipo 2 data dos anos 90. Nos diabéticos, a quantidade de GIP é normal e, não raro, apresenta-se até aumentada. Sozinha, porém, ela não consegue estimular o pâncreas a produzir insulina. Já em relação à GLP-1, o diabético padece de sua falta. Um doente tende a produzir um décimo do volume de GLP-1 secretado por uma pessoa sadia. O bisturi entra para corrigir essas falhas e restabelecer a sintonia entre os hormônios do aparelho digestivo e a insulina.

Para entender exatamente como funciona a cirurgia do diabetes, é preciso relembrar as aulas de biologia na escola. O intestino delgado é dividido em três regiões – duodeno, jejuno e íleo. Durante a digestão, depois de passar pelo estômago, o alimento chega à primeira porção do intestino delgado, o duodeno. Nesse momento, moléculas de GIP saem do duodeno e dirigem-se ao pâncreas, para estimular a secreção de insulina. Quando o alimento chega ao íleo, moléculas de GLP-1 são imediatamente despachadas para o pâncreas, onde potencializam a síntese de insulina. As duas técnicas cirúrgicas que estão sendo testadas facilitam a ação das incretinas, encurtando o período de digestão dos alimentos (veja quadro).


"FOI UMA BENÇÃO"
Depois de amputar dois dedos do pé por causa do diabetes, Divaldo de Mello controlou a doença graças à cirurgia

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"EU NASCI DE NOVO"
A funcionária pública Legínia Miranda foi submetida à cirurgia do diabetes em 2005 e hoje está livre da doença, dos remédios e das injeções. Enfim, recuperou a saúde

A experiência com um dos métodos foi relatada na edição de agosto passado da revista Surgical Endoscopy, da Sociedade Americana de Cirurgiões Gastrointestinais e Endoscópicos. O autor do artigo é o cirurgião Áureo Ludovico De Paula, do Hospital de Especialidades, de Goiânia. Ele é o criador da técnica de interposição do íleo. Feita por laparoscopia, a cirurgia consiste em aproximar uma parte do íleo do estômago, de modo a intensificar a produção de GLP-1. A operação prevê ainda a redução de 20% do estômago, o que reduz drasticamente a produção de grelina, o hormônio do apetite. Isso leva à perda de peso e, assim, diminui a resistência à insulina. Dos 39 pacientes citados no artigo da revista americana, quase 90% ficaram completamente livres do diabetes. De cada dez, três saíram do hospital sem necessidade de nenhuma medicação antidiabética – uma cura praticamente instantânea. "Se apenas metade desses resultados puder ser repetida, teremos uma revolução no tratamento do diabetes", diz Alfredo Halpern, endocrinologista, da Universidade de São Paulo. A cirurgia tem efeito, ainda, sobre uma série de outras doenças associadas ao diabetes – hipertensão, colesterol alto e triglicérides em excesso. Há três semanas, uma equipe de pesquisadores da Escola de Medicina Mount Sinai, em Nova York, esteve no Brasil para aprender a técnica criada por De Paula. Eles vão começar a testá-la nos Estados Unidos. O sucesso da experiência brasileira serviu de incentivo para que os americanos se lançassem nessa empreitada. Até então, eles não haviam tomado essa iniciativa porque, lá, os protocolos de pesquisas com seres humanos são muito mais rigorosos e demorados.

Outro grupo envolvido no tratamento cirúrgico do diabetes é o coordenado pelo cirurgião José Carlos Pareja, chefe do Serviço de Cirurgia Bariátrica e Metabólica da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Inspirado na técnica desenvolvida pelo médico italiano Francesco Rubino e batizado de exclusão duodenal, o método isola o duodeno e 40% do jejuno do processo digestivo. Com isso, o alimento chega menos degradado ao íleo e estimula a ação das incretinas. Até agora, Pareja operou quinze doentes. Todos tomavam injeções de insulina e antidiabéticos orais diariamente. Depois da cirurgia, os quinze se livraram das picadas, mas nenhum conseguiu abandonar a medicação por boca. O paulista Divaldo Faria de Mello, de 46 anos, passou por essa cirurgia. Em 2003, por causa do diabetes, ele teve de amputar dois dedos do pé direito, machucados durante uma partida de futebol. O excesso de glicose no sangue impediu que as feridas se cicatrizassem. A vida de Mello pode ser dividida entre antes e depois da cirurgia. Diz ele: "Não ter de tomar injeção todos os dias e conseguir comer de tudo, até feijoada, é uma bênção".

Os médicos da Unicamp pretendem testar duas outras técnicas cirúrgicas contra o diabetes. Uma delas associa o desvio do duodeno à redução do estômago. A segunda prevê, além do desvio do duodeno, a retirada de 40% da gordura visceral – o tecido adiposo que se concentra na região abdominal e predispõe a pessoa a doenças cardiovasculares. A idéia, aqui, é diminuir sobremaneira a resistência à insulina, um dos fatores que mais influenciam o desenvolvimento do diabetes tipo 2. É provável que, num futuro não muito longínquo, vários tipos de operação convivam no catálogo de tratamentos disponíveis. "Sua indicação dependerá do perfil de cada paciente", diz Pareja.

Quem primeiro levantou a hipótese de que o diabetes tipo 2 talvez pudesse ser controlado por meio de cirurgia foi o médico americano Walter Pories, professor de cirurgia e bioquímica da Universidade da Carolina do Leste, nos Estados Unidos. Num artigo publicado em agosto de 1995 na revista Annals of Surgery, sob o título "Quem imaginaria?", Pories analisou a evolução, ao longo de catorze anos, de 608 obesos mórbidos submetidos à redução de estômago. Dos pacientes operados, 165 eram portadores do diabetes tipo 2. Graças à cirurgia, a maioria apresentou remissão da doença. Em seu artigo, Pories chamava atenção para o fato de que a reversão do diabetes acontecia pouquíssimo tempo depois da operação – em alguns casos, no dia seguinte. Ou seja, o controle da doença acontecia independentemente da perda de peso. Isso levou os pesquisadores a investigar o assunto. Foi então que veio à tona a relevância, na gênese da doença, das incretinas produzidas no intestino delgado.

Com 200 milhões de doentes no mundo, 10 milhões deles no Brasil, o diabetes foi descrito pela primeira vez no século II, pelo médico e filósofo Areteus da Capadócia. Trata-se de uma doença cujas causas não foram inteiramente mapeadas, apesar de todos os avanços. "As novas pesquisas mostram que a doença é muito mais complexa do que se pensava", diz o endocrinologista Freddy Eliaschewitz, de São Paulo. Além do pâncreas e do intestino delgado, outros órgãos estão envolvidos no controle das taxas de glicose no sangue (veja quadro). Mais de uma dezena de substâncias interfere no equilíbrio da glicemia. Até o esqueleto participa da síntese de insulina. A equipe liderada pelo pesquisador Gerard Karsenty, da Universidade Colúmbia, nos Estados Unidos, provou em experimentos com ratos que a osteocalcina, hormônio produzido pelas células produtoras de osso, tem o poder de estimular a secreção de insulina. Se for comprovado que a osteocalcina tem função similar nos humanos, isso poderá levar à criação de um novo tratamento para a doença.

Alguns especialistas costumam alarmar-se com o que seria uma epidemia de diabetes tipo 2 já em curso no mundo. Segundo a Organização Mundial de Saúde, em 2025 os doentes somarão 330 milhões de pessoas. Nos Estados Unidos, estima-se que metade das crianças negras e hispânicas nascidas em 2000 desenvolverá a doença em algum momento de sua vida. Não importa o mecanismo pelo qual o distúrbio surge, o fato é que os estímulos externos são decisivos. Em especial, a alimentação rica em gorduras e o sedentarismo. Por esse ângulo, o diabetes tipo 2 é uma doença culturalmente provocada. Vencer suas causas culturais, portanto, pode ser, para a maioria dos doentes em potencial, uma maneira menos dolorosa do que tomar picadas diárias de insulina sintética ou entrar na faca.



Com reportagem de Adriana Dias Lopes e Anna Paula Buchalla
Revista Veja

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nota1000
Happy
Nossa.. genial isso... espero que dê certo que passe logo de ser experimental...

Minha irmã tem Diabete e é jovem...

Com certeza ela ficará muito feliz em receber esta notícia...

Muito Bacana
botta
Alguém poderia me dizer porque o Tel do Dr. Aureo é de São Paulo?
Ele naõ atende em Goiânia?
Essa cirurgia a Unimed Plano Nacional cobre?
Se alguém puder me responder ficarei imensamente grata!
Abraços!
botta
Olá Pessoal,
minha amiga me mandou por e mail os dados do Dr. Aureo para contato!
Av. 136, 960/ 14 andar / Executive Tower /Hospital Neurológico
Tel: (62) 3241-7444
e mail: adepaula@uol.com.br
E desculpa pela minha pergunta anterior...kkkkkkk
Espero ter colaborado para quem sofre c/ o diabetes e estão cheio de esperanças!
tomara que esta cirurgia possa ser feita por convênio!!!!!
Um abraço a todos!!!

todd
QUOTE(botta @ Oct 30 2007, 02:23 PM) [snapback]443413[/snapback]

Alguém poderia me dizer porque o Tel do Dr. Aureo é de São Paulo?
Ele naõ atende em Goiânia?
Essa cirurgia a Unimed Plano Nacional cobre?
Se alguém puder me responder ficarei imensamente grata!
Abraços!


Boa tarde botta

Dr. Aureo Ludovico De Paula

Av. 136, 960 14° andar Executive Tower
St. Marista
Fone:(62) 3241-7444 Goiânia

as cirurgias são feitas no Hospital Neurológico em Goiania (Hospital de Especialidades).
Pablo Anizio
Gostaria de saber se alguém sabe quanto é + ou - essa cirurgia.

Pablo Anízio
paulo mauricio

Boa Tarde!



Gostaria de receber informações sobre a cirurgia descrevendo qual o procedimento para realizá-la. Moro atualmente em Manaus e sofro deste mal há 12 anos e lendo os noticiários a respeito do referido assunto em pauta, senti uma esperança para retomar minha saúde.

Como é uma técnica experimental, me coloco à disposição para tal experimento.

Ansiosamente aguardo uma resposta,pois tenho esperança de voltar a ter uma vida normal.

Paulo Maurício Gomes Dias
Minori
Olá Paulo, seja benvindo!

Espero que consiga uma rápida solução para seu problema, mas por favor não crie novos tópicos sobre os mesmos assuntos, quando for assim responda no tópico original ao invés de criar outro. Boa sorte! thumbs_up.gif
Pinatubo
Cirurgia de que?

Talvez se você explicasse melhor a galera possa responder.

Você também abriu uma enquete, mas sem opções de respostas.

Edit: Rosani, se é sobre diabetes tem uma matéria extensa em
http://ueba.com.br/forum/index.php?showtopic=86300
todd
Pina ... coloca o post da usuaria no topico principal

ela se enganou de botão .... clicou em novo tópico e naum em responder.
Rosani
tem tudo no post .... email, fone

abs
Pinatubo
QUOTE(todd @ Apr 8 2008, 11:29 PM) [snapback]450355[/snapback]

Pina ... coloca o post da usuaria no topico principal

ela se enganou de botão .... clicou em novo tópico e naum em responder.
Rosani
tem tudo no post .... email, fone

abs


Tópico Mesclado...Vou enviar MP informando a alteração para a usuária.

Fernanda Lopes
Olá Rosani Franzini...

Eu sou Fernanda, foi muito importante seu depoimento a respeito da cirurgia chamada "freio neuro-endócrino", pois estou pesquisando e me informando a respeito, pois meu pai é diabético tipo 2, e já obtive algumas informações à respeito dessa cirurgia feita pelo Dr.Aureo Ludovico. Se possivel for, eu gostaria de saber sobre o processo de recuperação neste periodo aproximado de 5 meses, a qual você se submeteu a cirurgia. Gostaria de saber também das dificuldades que você encontrou nesse período (medicação, alimentação, estado físico, estado emocional).Acredito que este procedimento seja de toda forma muito benéfico em todos os sentidos.

Parabéns pela iniciativa e coragem, e te desejo muita sorte e saúde.

Att. Fernanda
todd
Pessoal e Fernanda .....
o texto da Rosani foi deletado, não sei o pq e nem por quem.
confused.gif
Knuttz
A Míria e o Todd me chamaram a atenção em relação ao que fiz neste tópico.

Cometi um erro de avaliação e operação do fórum, mas não vou 'dar desculpas' por tê-lo cometido, porque não há. Peço entretanto, sinceras desculpas por tê-lo cometido.

Peço desculpas em início à Rosana, e peço também a todos os usuários do forum que foram de uma ou outra maneira atingidos por ele. E agradeço aos dois que me chamaram a atenção por ter reenviado o texto.


QUOTE
Depoimento sobre a cirurgia para curar Diabetes:

Pessoal, eu mesma perguntei e eu mesma vou responder. Quero deixar aqui meu depoimento sobre a
cirurgia para cura da Diabetes, a quem submeti agora em 22/10/08:

Tenho 49 anos e tinha Diabetes a pouco mais de 3 anos, mas conhecedora dos males desta doença,
pois meu irmão sofre com ela já há 22 anos e já está na fila de transplante de fígado e rins, resolvi procurar
ajuda o mais rápido possível.
Quando vi a reportagem na revista Veja e algumas explicações no site da Uêba, parti em busca de mais informações,
fiz minha consulta em abril/08, conversei com muitos pacientes que já haviam se submetido ao procedimento,
conversei com médicos, enfermeiras de fora e de dentro da equipe do Dr. Áureo.

Fui com a cara e a coragem e fiz a cirurgia com a equipe do Dr. Áureo Ludovido de Paula, no dia 22/10/08, no
Hospital Neurológico de Goiânia. Eu tomava, entre insulina Lantus e Hummalog, uma dosagem entre
60 a 70 unidades diariamente. Após a cirurgia, ainda no hospital, tomei umas 6 doses de 3 a 5 unidades e de
lá prá cá, só umas 2/3 vezes. O pâncreas ainda não está 100%, pois como o Dr. Áureo explicou, ö organiscmo
está se aostumando a fabricar insulina novamente, mas o provavel é que em 6 meses eu esteja com o organismo
normal como qualquer pessoa sem diabetes.

Esta cirurgia chama-se "freio neuro-endócrino" e consiste na interposição de um órgão chamado "'Ileo".
O Íleo fica no final do intestino e é transplantado para logo depois do estômago, junto ao Jejuno. Quando o
alimento passa pelo Íleo, este envia uma informação ao cérebro, que por sua vez envia uma mensagem
ao pâncreas para fabricar insulina.

É uma cirurgia delicada, que dispende cuidados no pré e pós cirurgico.
Antes da cirurgia você se submete a uma bateira de +- 40 tipos de exames, entre laboratorias, cardiológicos,
esforço físico, endoscopias, raio-X, ultrassonografias de estômago, pâncreas, fígado, rins, etc. Tem que usar
uma meia especial, tipo Kendall e um aparelho prá controlar a respiração Respirol, antes, durante e até 20
dias após a cirurgia. Alguns destes exames, não são cobertos ainda por nenhum convênio (a maioria foi
criado pela equipe do Dr. Áureo especificamente para esta cirurgia e não faz parte ainda da tabela da ABM).

A cirurgia é feita por videolaparoscopia, sem corte. A internação é de +- 3 a 5 dias (vai de pessoa prá pessoa,
depende da recuperação de cada um). A dieta no pós-cirúrgico é bem difícil de aguentar. Tem que ter muita
força de vontade e querer realmente ficar curado. Mas também não é nada do outro mundo. É só querer.
Durante a internação você fica só no soro, sem nem tomar água, por 3 dias. Depois começa com um suquinho
ralo por mais 2 dias. Após uma semana dieta líquida de copinhos de 50 ml de água, suco, chá.
Na segunda semana inclui um caldinho coado de vegetais. E depois vai acrescentando, semana após semana,
alguns alimentos à dieta líquida, depois pastosa, depois restrita e assim por diante.
Estou agora na dieta quase que completa, após quase 3 meses da cirurgia, mas logicamente ainda com restrições
para doces e gorduras, cafeína, refrigerantes e líquidos com gás, alimentos muito difíceis de digerir, etc.
Meu estômago ainda dói se como ou bebo um pouquinho a mais, mas a nutricionista diz que isto vai passar e
que voltarei a comer normalmente após 6 meses de cirurgia.

Toma-se vários medicamentos no pós cirurgico para recuperação e cicatrização, vitaminas para fortalecer o
organismo debilitado pela dieta rígida, e vários suplementos e fibras alimentares.

A cirurgia custa mais ou menos uns R$ 50 mil, considerando o orçamento que me passaram em junho/08, que
inclui a equipe de 3 médicos, 1 anestesista, 1 nutricionista e 1 psicóloga, 3 instrumentadoras e 2 enfermeiras,
mais equipamento de videolaparoscopia (alugado) e pinças e demais equipamentos especiais usados na cirurgia,
mais as diárias e medicamentos usados no período de internação. E já considerando o que foi gasto nos
exames preparatórios, hospedagem e passagens de avião.
Eu consegui algumas coisas pela Unimed: as diárias de hospital, as pinças, aparelho de laparoscopia. Alguns
equipamentos consegui depois, na forma de reembolso. Mas a equipe não foi paga pela Unimed. No total gastei
mais ou menos uns R$ 30 mil do bolso e o resto consegui reembolso, mas não é fácil e depende muito do tipo
de plano que é o seu convênio (o meu é o empresarial que deveria cobrir tudo do bom e do melhor).
Da parte dos médicos e equipe, alguns dão um prazo de até 30 dias para pagar. O valor de R$ 50 mil parece
absurdo (na divisão o Dr. Áureo fica só com R$ 7.900), mas depois que você vê os benefícios de ficar sem
esta doença horrível que pode acabar com a saúde de seus órgãos vitais, sabe que vale a pena mesmo investir
em você, vender até um carro ou fazer um empréstimo para conseguir esta qualidade de vida!

Ah! E o outro efeito colateral maravilhoso: já perdi 15 quilos!!! Minha saúde melhorou muito: além da glicemia
estar controlada, o colesterol e triglicerides baixaram para níveis normais, e a pressão é de uma menina!

Os contatos da equipe do Dr. Áureo são:

Dr. Aureo Ludovico De Paula
Av. 136, 960 14° andar Executive Tower -St. Marista
Fone:(62) 3241-7444 Goiânia
as cirurgias são feitas no Hospital Neurológico em Goiania (Hospital de Especialidades).


Um abraço a todos, espero ter colaborado para dirimir suas dúvidas.

Rosani Franzini
Santa Cruz do Sul/RS
todd
Segue procedimento do Dr. Áureo Ludovico de Paula realizado no apresentador da TV Globo Fausto Silva.

Nova técnica usada em cirurgia de Faustão promete controlar diabetes
Reposicionamento de parte do intestino aumenta produção de insulina.
Cirurgia, no entanto, divide opiniões de especialistas.
cirurgia de tratamento de obesidade a que o apresentador Fausto Silva se submeteu há cerca de duas semanas é um procedimento que promete manter o diabetes sob controle.
No último domingo (2), Faustão afirmou em seu programa que passou pela cirurgia, feita a partir de técnica criada pelo médico goiano Áureo Ludovico de Paula. Trata-se de uma nova abordagem para a cirurgia de tratamento da obesidade.
“Há duas semanas, uma semana e meia, eu me submeti a algumas cirurgias. (...) Aproveitei e resolvi fazer uma cirurgia chamada bariátrica, que é feita no mundo inteiro e que tem várias técnicas. Só que um médico de Goiânia, chamado Áureo Ludovico de Paula, criou uma técnica diferente (...) que se propõe a curar ou diminuir o diabetes e curar a pressão alta”, afirmou Fausto Silva durante o “Domingão do Faustão”.
“Se der certo, eu não só resolvo esses dois problemas de saúde, como também devo perder nos próximos meses entre 20 e 30 quilos”, disse o apresentador. Faustão afirmou que fez a declaração para esclarecer seu público sobre o assunto e evitar especulações. Por meio da assessoria, ele afirmou que não pretende mais falar sobre o procedimento.
A técnica criada pelo médico goiano que operou Faustão é uma nova proposta para a chamada “cirurgia bariátrica” (o nome técnico da operação de redução do estômago), de maneira a permitir também o tratamento do diabetes.
Além do “grampeamento” para reduzir o volume estomacal, Ludovico de Paula faz um “reposicionamento” da porção final do intestino delgado – chamada de "íleo".
A passagem da comida em processo de digestão pelo íleo estimula a produção de insulina, o hormônio que controla a taxa de açúcar no sangue. Mas o íleo fica no final do intestino delgado. O que o médico faz é retirar esse pedaço do órgão e recolocá-lo mais perto do estômago. Isso, segundo ele, reduz os sintomas do diabetes, pois aumenta a produção do hormônio.
“O íleo tem uma função hormonal importante, que estimula a produção de insulina”, explicou de Paula.
Polêmica
O procedimento é objeto de controvérsias entre os médicos. O cirurgião Thomas Szego, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), que operou a irmã de Fausto Silva, afirma que a técnica é ainda “experimental” e questiona a aplicação antes de mais pesquisas.
“Acho que essa cirurgia não poderia ser feita dessa maneira. O resultado é desconhecido. É uma experiência que está nas mãos de um único cirurgião", diz Szego. "É dificil saber qualquer coisa porque os resultados não são divulgados da maneira com que estamos acostumados", afirma.
Márcio Mancini, presidente da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade (Abeso), também afirma que a cirurgia é experimental, mas não vê problemas na aplicação, desde que o paciente assine um termo autorizando a cirurgia.
“Isso apenas quer dizer que ela não está na lista de procedimentos convencionais, o que não é um problema. É assim que a medicina evolui”, afirma Mancini. “É um procedimento tecnicamente bastante difícil, que nem todo cirurgião faria tranquilamente”, diz o médico.
Ludovico de Paula rebate as críticas e diz que sua técnica está longe de poder ser considerada experimental. “É uma cirurgia que já é feita há seis anos e que já teve resultados apresentados em revistas internacionais”, afirma o médico goiano. “Ela é segura e tem resultados comprovados”.

fonte Globo
todd
Esperança sob suspeita
A cirurgia do diabetes criada pelo médico Áureo Ludovico
de Paula foi declarada ilegal pelo Conselho Nacional de Saúde.
O Ministério Público Federal investiga o caso

Nos últimos anos, o cirurgião Áureo Ludovico de Paula vem sendo enaltecido como líder de uma das mais revolucionárias e promissoras frentes de combate ao diabetes tipo 2, o tratamento cirúrgico da doença. Ele é o criador de uma técnica que, ao alterar a anatomia do intestino delgado, consegue regular a ação dos hormônios envolvidos no controle das taxas de açúcar no sangue. Na semana passada, contudo, De Paula foi questionado a respeito de uma qualidade fundamental: a idoneidade. Em representação entregue ao Ministério Público Federal em Goiás, o presidente do Conselho Nacional de Saúde (CNS), Francisco Batista Junior, qualifica como ilegal a cirurgia do diabetes, pela qual já passaram o apresentador Fausto Silva e o senador Demóstenes Torres (DEM-GO). Chamada cientificamente de interposição do íleo, ela é realizada rotineiramente por De Paula no Hospital de Especialidades, em Goiânia, e no Albert Einstein, em São Paulo. Além da representação do CNS, o Conselho Regional de Medicina do estado de Goiás decidiu convocar De Paula para assinar um termo de ajustamento de conduta, segundo o qual ele se comprometeria a suspender temporariamente a cirurgia de interposição do íleo. "Se ele não assinar o termo ou descumpri-lo, o Ministério Público entrará com uma ação civil pública na Justiça Federal pedindo que ele seja impedindo de realizar esse tipo de cirurgia", diz a procuradora Léa Batista de Oliveira, responsável pelo caso.

PACIENTES ILUSTRES
O apresentador Fausto Silva
e o senador Demóstenes Torres: pagamento
por operação ainda em fase de pesquisa

A representação do CNS aponta duas infrações cometidas por De Paula. A operação é experimental segundo o Conselho Federal de Medicina, mas não está registrada em nenhum protocolo de pesquisa nem foi submetida, antes de ser posta em prática, aos comitês de ética dos hospitais onde é realizada. Além disso, De Paula cobra para operar, o que é proibido pelo CNS e pelo Código de Ética Médica. O documento foi anexado à investigação que o Ministério Público realiza desde julho para apurar se o médico cometeu os crimes de exercício ilegal da medicina e lesão corporal dolosa contra a advogada Daliana Camargo, de 31 anos. Em 2005, com 95 quilos, Daliana, de 1,58 metro, procurou De Paula para fazer uma cirurgia de redução de estômago. Depois da operação, no entanto, sua vida virou um inferno. As complicações culminaram com uma fístula no estômago, que não cicatriza. Desde janeiro, Daliana só se alimenta por sonda e carrega um dreno na barriga. Ela não pode nem beber água, sob o risco de sofrer infecção e dores terríveis. Teve de abandonar o trabalho, os passeios com os amigos e o voluntariado na Associação Saúde & Alegria, que se dedica a suavizar o sofrimento de doentes hospitalizados. Com o comportamento infantilizado, provavelmente pela carência de nutrientes, sua diversão hoje são os desenhos animados na televisão e a massinha de modelar. Os momentos de tranquilidade, porém, são raros. Na maior parte do tempo, Daliana mostra-se deprimida e irritadiça. Quando sente cheiro de comida, chora, grita e puxa os cabelos. "Eu só descobri que a interposição do íleo é uma cirurgia experimental ao ler uma reportagem em VEJA", diz a advogada. Na edição de 31 de outubro de 2007, a revista dedicou a capa às pesquisas em torno das técnicas cirúrgicas para o controle do diabetes. "E eu nem era diabética", diz Daliana. Até ler a reportagem de VEJA, ela acreditava que a interposição do íleo, como aparecia no laudo da cirurgia, assinado por De Paula, era o nome técnico para a operação de redução do estômago.

A investigação sobre a conduta de De Paula não discute a eficácia da técnica cirúrgica nem a sua competência como cirurgião. A ocorrência de fístulas é um risco inerente a esse tipo de intervenção. O que se questiona é o desrespeito de De Paula às normas, ao tratar como reconhecida uma cirurgia ainda experimental. Na quinta-feira passada, ele disse a VEJA que não daria entrevista, mas acabou defendendo a ideia de que "a cirurgia não é experimental" porque está "consagrada pelo uso". De fato, cerca de 500 pessoas, no Brasil, já se submeteram à interposição do íleo e a técnica foi citada em várias publicações científicas, como a americana Surgical Endoscopy. Quanto ao fato de que qualquer procedimento terapêutico, no país, precisa do aval do Conselho Federal de Medicina para ser realizado regularmente (o que, enfatize-se, não é o caso da interposição do íleo), ele comentou: "Então, vão ter de parar 250 cirurgias que estão sendo feitas por aí". Em janeiro deste ano, o senador Demóstenes Torres foi operado por De Paula. Hoje suas taxas glicêmicas mostram-se reduzidas e ele já perdeu 37 quilos. Antes de ir para a mesa de operação, o senador lembra que o cirurgião foi claro: "Eu sabia que era uma cirurgia experimental. Ele (o doutor Áureo) me disse com todas as letras que muitas pessoas já tinham feito essa cirurgia, mas que ela ainda não havia sido aprovada definitivamente. Eu fui bastante esclarecido".

Naiara Magalhães
Veja.com

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