
Seguinte: qualquer um já ouviu ou leu algo sobre a fome crônica que assola a polpulação de vários países africanos - pra citar apenas esses. Fillmes e noticiários, ao longo de décadas, denunciam, pedem ajuda e escancaram aos olhos do mundo a capacidade do ser humano se permitir viver ao lado dessa chaga social, entre outras. Situação difícil de resolver, pois, qualquer esforço financeiro por parte dos países ricos, para que se obtenha resultados minimamente alentadores, com fornecimento de ajuda alimentar, médica e de infraestrutura, implica o aporte de alguns trilhões de dólares. É isso mesmo. Falamos de TRILHÕES, bem mais que bilhões ou vários milhões. É grana pra caramba. Tanta, que a gente mal sabe como escrever e poucas calculadoras de bolso podem registrar. Parece uma ficção, algo inatingível. Pior , ainda, é que o problema exige somas de ALGUNS TRILHÕES e não apenas um mísero trilhão. E, portanto, somos levados a crer numa quase impossibilidade de enfrentarmos esse problema prioritário, diante dos valores necessários. Curioso é que, há um ano, aproximadamente, diante do estouro de bolhas, da queda do mercado mundial de ações, da quebra de gigantes da indústria e das finanças mundiais, poucas semanas depois, apareceram do nada, num estalo de dedos, TRILHÕES e TRILHÕES de dólares, dezenas deles, para salvar, pasmem, o Sistema Financeiro Internacional. Entendo a situação. Aliás, é bastante compreensivel que pais e filhos do neoliberalismo evitem, a qualquer preço, passar necessidade. Fome, nem pensar! E se deixarmos, eles ainda pedirão ajuda àquelas pobres famílias e tantas crianças à beira da morte...