
Vejam bem, que não é pouco dinheiro que vem por aí: etanol, biodíesel e, agora, o pré-sal. Durante muito tempo, o Brasil foi considerado um país sub-desenvolvido decorrente de alguns fatores, entre eles: dependência de tecnologia de ponta desenvolvida noutros países, escassez de energia e precariedade de suas matrizes energéticas, além de andar na contra-mão de uma certa globalização. Isso mudou. Em menos de vinte anos, a despeito das recorrentes crises financeiras mundiais, inclusive a de 2008, apesar dos déficits educacionais que ostentamos, ainda, mesmo diante da miopia política da maioria dos nossos parlamentares, conseguimos conquistar importante espaço nos mercados internacionais. E a maior parte do bolo ainda está por vir. Mas, o buraco do pré-sal é muito fundo. Se querem seriedade, é o caso de plebiscito para os três temas, pra ver se a gente salva os dois anteriores e o que germina agora. Se deixarmos na mão dos nobres políticos que aí estão, vamos ter que cavar um pouco mais pra ver se tem luz no fim do túnel - uma pena - poderia ser a redenção de boa parte deles.
A política tem algo de temporal. Salvo o que se planta na lavoura, o resto corre na velocidade do dinheiro que, sempre, urge. E, desse assunto, apenas alguns gaviões das finanças entendem bem - um perigo para um país de oportunidades como o BR de agora. Então, temos pouquíssimo tempo.
Voltando: somando articulações políticas, decisões governamentais e a opinião ciosa do povo brasileiro, que tal propor, radicalmente, a erradicação de verdadeiras chagas sociais do Brasil, como: a fome e a precária educação dos brasileiros? Não sei quando teremos outra oportunidade. É caso de foco, de objetividade. Não esperemos que as coisas mudem ao acaso. Afinal, tudo está como sempre: eles $, nós o povo, a nossa gente.