mad19.gif Difícil falar sem entrar no lugar comum dos que experimentam uma espécie de vácuo de comunicação, quando o assunto é atitude governamental. Multiplica-se os tele-jornais e as manchetes embebidas em sangue, diuturnamente e há anos, retratando a chaga social da violência e do mundo das drogas, Brasil afora. O estado e os sucessivos governos patinam aos tombos sem uma atitude lúcida. Mas, o assunto aqui não é bem esse. Até por que, à mídia cabe a responsabilidade de alertar a população e aos governantes sobre os problemas do nosso cotidiano. Falo do seguinte:
Quando ensinamos uma criança a tomar banho ou lavar as mãos, diariamente e antes das refeições, mesmo que não esteja lambuzada ou enlameada, estamos transmitindo o conceito de limpeza e, assim, evitando que ela adquira doenças de pele, ou não ingira alimento contaminado em virtude de sua boa saúde e bem estar. A isso chamamos de PREVENÇÃO e a nossa atitude em transmitir tal conceito e a da criança de aprender isso pode ser denominado de EDUCAÇÃO. Quando esse ciclo se fecha obtemos benefícios óbvios para a criança, reduzimos custos hospitalares e reduzimos os riscos de contribuir com disseminação de doenças. É simples assim! Com essa idéia em mente, foquemos o tema do combate à violência e às drogas.
Alguém já identificou que, quando um a força policial é chamada para agir contra um criminoso ou grupo deles, tudo o que antecede esse momento, no que concerne ao contexto familiar, escolar e sócio-econômico, veio a falhar. O criminoso, não dispondo de uma família estruturada afetiva e materialmente, de oportunidade de trabalho, de perspectiva de uma vida melhor e carente de uma formação de caráter adequada ao bom convívio social, cede às tentações do dinheiro fácil, do efeito letárgico das drogas e da falsa sensação de poder que uma arma lhe confere. Pergunto: porque não priorizamos as causas, a origem do problema? Todos já sabemos que a EDUCAÇÃO é a única saída. No entanto, o que vemos são os milhões e milhões de reais perdidos e outros tantos previstos em atividades fim de combate à violência e às drogas. Aliás, político adora fazer demagogia em cima desse tema. Pouco se fala numa atitude efetiva que melhore os recursos para a educação, que possa dar conta de suprir as necessidades de um país continental e de uma população de quase 200 mi de habitantes. Sabemos que somos a 8ª economia do mundo – o que não é pouco -, que o recurso existe e sempre existiu, mas, parece que certa má vontade ou idiotice política gruda os neurônios dessa gente que comanda nossos destinos.
Um dia aprenderemos a usar a razão: para cada real usado no aparelhamento policial e na construção de presídios usemos dois outros reais a mais na educação. Com o tempo, diminuiremos as prisões, trabalhará menos a justiça, a droga será uma droga e o mundo será menos vermelho...