Um deputado federal do Mato Grosso, muito preocupado em acabar com a criminalidade no país, propôs uma lei para punir com rigor o trapaceiro que declarar informações falsas em seu currículo profissional com a intenção de obter vantagens em relação aos seus concorrentes na vaga de emprego. A pena prevista para este tipo de meliante é de dois meses a dois anos de prisão.
Se esta lei for aprovada vou dar adeus a minha ficha limpa. Confesso que nunca consegui fazer um único currículo sequer sem utilizar recursos de luz e maquiagem. Começando pela opção do “Curso Superior Incompleto”, fala a verdade, é muito mais glamouroso que “2º Grau completo”, e no “frigir dos ovos” significa quase a mesma coisa. O passo seguinte previa alterações nas datas de admissão e demissão das empresas por onde passei, procurando ampliar o tempo de permanência em cada uma delas, para não deixar muito explícito o fato de que eu não parava muito tempo em lugar nenhum. Mas também, meus truques não passavam disso. Como diz o fofoqueiro Nelson Rubens, “eu aumento mas não invento”.
De acordo com uma consultoria de RH, as mentiras forjadas pelos candidatos trapaceiros são bem mais arrojadas e cheias de malícia se comparadas as minhas ingênuas artimanhas. Segundo eles, a mais popular de todas é o sujeito com inglês básico declarar que possui “inglês fluente”. Há, esse sim é um autêntico malfeitor, merece prisão perpétua por tanta tolice. Afinal, até quando ele acha que vai sustentar o segredo do seu humilde “the book is on the table”?
Seja qual for a mentira usada no currículo, nada justifica a ideia absurda deste deputado, que na falta do que fazer conseguiu ser originalmente infeliz. Saiba que a mentira, verbalizada ou documentada, cedo ou tarde é desmascarada, e o maior penalizado sempre será o seu próprio autor. Já a cadeia, é melhor deixar as vagas para alguns dos nobres colegas do deputado.
http://www.zoba.com.br/
Se esta lei for aprovada vou dar adeus a minha ficha limpa. Confesso que nunca consegui fazer um único currículo sequer sem utilizar recursos de luz e maquiagem. Começando pela opção do “Curso Superior Incompleto”, fala a verdade, é muito mais glamouroso que “2º Grau completo”, e no “frigir dos ovos” significa quase a mesma coisa. O passo seguinte previa alterações nas datas de admissão e demissão das empresas por onde passei, procurando ampliar o tempo de permanência em cada uma delas, para não deixar muito explícito o fato de que eu não parava muito tempo em lugar nenhum. Mas também, meus truques não passavam disso. Como diz o fofoqueiro Nelson Rubens, “eu aumento mas não invento”.
De acordo com uma consultoria de RH, as mentiras forjadas pelos candidatos trapaceiros são bem mais arrojadas e cheias de malícia se comparadas as minhas ingênuas artimanhas. Segundo eles, a mais popular de todas é o sujeito com inglês básico declarar que possui “inglês fluente”. Há, esse sim é um autêntico malfeitor, merece prisão perpétua por tanta tolice. Afinal, até quando ele acha que vai sustentar o segredo do seu humilde “the book is on the table”?
Seja qual for a mentira usada no currículo, nada justifica a ideia absurda deste deputado, que na falta do que fazer conseguiu ser originalmente infeliz. Saiba que a mentira, verbalizada ou documentada, cedo ou tarde é desmascarada, e o maior penalizado sempre será o seu próprio autor. Já a cadeia, é melhor deixar as vagas para alguns dos nobres colegas do deputado.
http://www.zoba.com.br/
